A dor é um absurdo.
Não é concreta e nem
Muda a cor dos dias,
Sem sorrisos e volúpias.
Absurda
Por dar ao homem a
Impressão da insegurança.
Tira a animalidadde
Dos instinto.
A dor é irreal.
Psicologia pura,
A mente mão e sente
Manipula e pare.
Absurda, absurda,
Surda, mudo, cega.
Mira A. Diniz
25/08/09
Você

O tempo corrói.
Como sei disso?
Um dia ele chegou em minha morada,
E foi entrando, sentou-se
No sofá como quem quer tudo
E acomodado ficou...
Corroeu minhas memórias e
A vividez dos sentimentos,
Os meus amores, canções
E poemas.
Corroeu minhas mágoas
E meus medos,
Minhas dores de inverno
E a angústia de verão.
Levou o vento fresco de outono
E as horas douradas de sol.
E ali perseguiu
Meu passado ardido
Na esperança de chegar
Ao futuro.
Queria almoçar minhas
Ressacas morais e os temores
Abissais de vê-las partir.
Corroeu minha infância
E me fez aperdeber-me dele
E de tudo quanto se desfaz.
O tempo lavou minhas
Mãos dos sucos sexuais
E minha pele dos cheiros
Amados e queridos.
Além de tudo recebe
Amigos e tem sagrados segredos.
E isso não é tudo,
Isso talvez mude,
E nunca é nada.
Um dia sem motivos
Ficou louco e saiu
Pela porta da frente nu e
Foi quando nesse instante
Insano que me trouxe:
Você.
Mira A. Diniz
18/08/09
Ato de Coragem

Bela e desnuda entro por seus poros
E bebo a força daquilo que não queres me dar.
Abro teus armários há tanto fechados e
Troco de roupas dentro das tuas portas abertas,
Rio com teus seios e medos nas minhas mãos
Incrédula das tuas expressões de amor.
Zango-me com tuas faltas de tato
E com a sua eterna insegurança do mundo.
Levo-te pela mão até o abismo mas a
Escolha de pular é tua.
Observo seus tremores noturnos
Na minha boca.
Observo teu corpo a mostra encostado ao meu.
Rio com tua coragem de temer e
Ansiosamente, espero pela queda que te precede.
Mira A. Diniz
09/06/o9
Encontro
Um livro
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