Tempos

De outros tempos e
Para outros tempos
Ela veio sem chão meio flutuante.
Leve feito casca de árvore rescem
Nascida que se enraiza na
Passagem de tempo nesse
Instante louco.
Rouco.
Calem poesias
E poemas que sem
Rimas, ritmaram.
Relógios e mordaças
Estacam.
Um conto,
Aumenta um ponto
A espreita de um
Limiar.
Um bote.
Motim, eu,
Elas.
Mira A Diniz

Inverno

Tem dias que se calam.
E outros tantos tagarelas,
Que deixam zonzo o
Som de tanto correr de um
Para outro.
Os gatos e cachorros latem
E miam pedindo leite
Com biscoitos.
Nas noites é a memória que pega no sono.
E de dia o vento seco se
Lembra que o inverno está por perto
Nos rondando como um felino
No bote.
Na disso tem importancia.
Humanamente sentimentos
Continuam os mesmo só que
Mais tímidos.

Mira A. Diniz
24/07/10