Tantas saudades,
(Assim no plural)
Habitam cada canto das
E(s)ntranhas memórias.
Tantas músicas, no plural,
Habitando saudades do que
Não me pertence mais.
Tantos passados,
Assados (plural)
No caminho dos pés,
Algumas vezes descalços,
Outras vezes vestidos.
Entre minha morada
E a desses outros,
Tem uma estrada de
Lembranças.
Embrulhadas com um laço!
Finalmente,
Todos esses outros,
Me Compõe
Numa melodia.
Cantamos! Cantadores.
Tecendo, sempre tecendo.
Há tanto (de)andas
Caíram os passos: mágica sinfonia
De caminhos criados.
Todos tem anéis. Mas,
Pouco os conservam nos dedos.
Tens, um pedaço da mulher que nunca seria
Sem teu cheiro.
De onde veio?
Canastra velha, cachoeira extensa.
Vem, mesmo que cansado, meus braços se abrem.
Cala caído de olhos, pés...
E bocas.
Promessa do reabraço:
Nunca
Cumprida.
Para onde vai?
Se não forem flores de charco,
O que colherá?
Músicas antigas?
Cantigas?
Vestido de noiva?
Ponto sem fim, paralela em desagrado da matemática:
Que cruzou em mim.
De caminhos criados.
Todos tem anéis. Mas,
Pouco os conservam nos dedos.
Tens, um pedaço da mulher que nunca seria
Sem teu cheiro.
De onde veio?
Canastra velha, cachoeira extensa.
Vem, mesmo que cansado, meus braços se abrem.
Cala caído de olhos, pés...
E bocas.
Promessa do reabraço:
Nunca
Cumprida.
Para onde vai?
Se não forem flores de charco,
O que colherá?
Músicas antigas?
Cantigas?
Vestido de noiva?
Ponto sem fim, paralela em desagrado da matemática:
Que cruzou em mim.
Quando eu ouço a sua voz
Sua voz eu ouço como uma vaga lembrança
Do dia em que caíste
Sem vestimentas.
Aos meus pé.
Pedindo.
Quem caiu?
Me dei conta de que meus joelhos
Colados ao chão.
Suplicantes e cheios d'água.
Choramingava:
Não vai.
Não fica.
Tu,
Olhando e cabendo nos olhos a
Distância
Partiu.
Criança,
Amargurada.
Minha nudez,
Criou forma,
Meus cabelos encurtaram,
Foram teus passo que sempre ressoaram,
Mistérios.
Canto,
Espaço,
Neutra,
Viva,
Sem doce-salgado.
Quantidades exorbitantes de surpresa.
Do dia em que caíste
Sem vestimentas.
Aos meus pé.
Pedindo.
Quem caiu?
Me dei conta de que meus joelhos
Colados ao chão.
Suplicantes e cheios d'água.
Choramingava:
Não vai.
Não fica.
Tu,
Olhando e cabendo nos olhos a
Distância
Partiu.
Criança,
Amargurada.
Minha nudez,
Criou forma,
Meus cabelos encurtaram,
Foram teus passo que sempre ressoaram,
Mistérios.
Canto,
Espaço,
Neutra,
Viva,
Sem doce-salgado.
Quantidades exorbitantes de surpresa.
O silencioso momento em que choveu
Já havia algum tempo que não chovia naquela cidade. Se muito ou pouco não se pode dizer precisamente. Não se pode dizer, já que o tempo não pode realmente ser contado. Quero dizer, eu poderia contar, 7 semanas sem uma gota de chuva e dizer logo em seguida: "Isso é muito". Mas o tempo, sábio e escorregadio, não sabe dizer-se em quantidades. Mas o que se sabe do tempo da vida, do cotidiano, tragédias, alegrias, surpresas, delicias e ruindades que estão contidos nesse tempo.
A secura do ar foi suficiente para secar os corações das plantas e fazer esquecer do verde frescor da umidade pela manha. Quem poderia medir melhor o tempo, que plantas e manhãs?
Um trabalhador da construção civil aceitou o desafio e resolveu medir o tempo, a sua teoria é que só se mede o tempo em que se vive, com consciência de se estar vivo. Para cada momento de vida, ele plantaria uma pequena árvore, sim uma árvore que de concreto ele estava cheio. Ao chegar no final da vida, já doente, esperando, a morte chegar, com paciência de sua cama, chamou o seu neto um menino alegre, de olhos bem grandes e pretos e pediu: "Menino, vai lá no quintal conta quantas árvores."
Voltando para o quarto do avô, encontrou sua mãe bloqueando a porta. Dizendo que ele não podia entrar. O menino disse que era importante, que o avô tinha lhe dado uma missão especial e que trazia agora o resultado de tal missão, não adiantou. Chorou, fez birra e por fim sentou-se ao lado da porta dizendo que só sairia dali quando o deixassem entrar e completar a sua missão.
A mãe vendo que a coisa era feia mesmo decidiu permitir. O menino saiu correndo quarto a dentro ansioso por completar sua missão, chegou bem perto do ouvido do moribundo e disse 107 árvores.
O homem que já não sabia se estava deste lado ou do outro, sorriu e disse esse menino é o tempo da minha vida 107 árvores. Naquela noite o velhinho das árvores acordou com a garganta ardendo, aquela seca de 7 semanas deixava todos sedentos e irritados. Ouvira dizer que choveria aquela semana.
Ela estava ansiosa, sabia que a chuva estava vindo sentia seu corpo vibrando com a umidade que começa a se acumular no ar. Chegou em casa mais cedo. Jantou e ficou esperando a chuva. O vento vinha forte o céu de esforçava para acumular as nuvens; e por um momento ela acho que não seria possível. Sentou-se na varando sentindo o vento e o cheiro de chuva;
Esperava! Havia uma tensão no ar, as crianças foram recolhidas da rua, as pessoas estava todas em casa, tudo que se podia ouvir era o vento e uma portinha de lata batendo por causa do vento. Não muito tempo depois o primeiro pingo, a primeira gotinha lha atingiu o braço dela e como se fosse aquela gota sentiu a felicidade do tamanho do mundo, colocou-se a dançar. E durante a dança foi tirando a roupa, se despindo. As gotas esparças começaram a engrossar. Nesse momento o silêncio fez-se mortal. Era pura água, pura dança, puro trovão.
E no momento da dança chuva, o silêncio foi tanto e tão profundo que ninguém ouviu as ultimas palavras do velho moribundo, ele dizia baixinho: "107, o que isso significava mesmo?"
Resultados parciais
Minha angustia tem o tamanho e a extensão
Da seca amarga que cheira a queimada todas as noites.
De todas as gargantas roucas e de todos os narizes
En(s)tu(ú)pidos.
Nessa cidade que se encendia constantemente.
Minha angustia tem o tamanho do calor que sentem meus gatos pretos.
O número de pelos existente no corpo do meu amado.
E é exatamente, como é o corpo humano, 70% água e 30% sede.
Minha angustia tem a crueldade de ser constante,
Intermitente e de andar de mãos dadas com a melancolia,
Em meu peito:
Metade tristeza, metade esperança.
E por isso absurdo completo.
E dessa casa corpo, trancafiada no mundo.
Iluminada amarelamente, com as luzes sempre elétricas.
De tantas, tantos se cansaram.
De tantos tantas coisas são ditas:
Sem inspiração.
Minha angustia é um eterno pôr-se em pé.
E a vida a dura batalha de viver de utopias incansáveis.
Da seca amarga que cheira a queimada todas as noites.
De todas as gargantas roucas e de todos os narizes
En(s)tu(ú)pidos.
Nessa cidade que se encendia constantemente.
Minha angustia tem o tamanho do calor que sentem meus gatos pretos.
O número de pelos existente no corpo do meu amado.
E é exatamente, como é o corpo humano, 70% água e 30% sede.
Minha angustia tem a crueldade de ser constante,
Intermitente e de andar de mãos dadas com a melancolia,
Em meu peito:
Metade tristeza, metade esperança.
E por isso absurdo completo.
E dessa casa corpo, trancafiada no mundo.
Iluminada amarelamente, com as luzes sempre elétricas.
De tantas, tantos se cansaram.
De tantos tantas coisas são ditas:
Sem inspiração.
Minha angustia é um eterno pôr-se em pé.
E a vida a dura batalha de viver de utopias incansáveis.
Tonturas
Teima que não, mas cambaleia.
De lá para cá, de cá para lá.
Boceja, faz cara de preocupação.
Inquietante esse cálido perecer.
Longínquas, gigantes miragens.
Pastagens.
Cambaleia, daqui para li. De li paraqui.
Canção.
Canta, canta.
Leva voz, a mão rabiscando.
Traz a meia lua.
Meio luar, para es(a)quecer.
De lá para cá, de cá para lá.
Boceja, faz cara de preocupação.
Inquietante esse cálido perecer.
Longínquas, gigantes miragens.
Pastagens.
Cambaleia, daqui para li. De li paraqui.
Canção.
Canta, canta.
Leva voz, a mão rabiscando.
Traz a meia lua.
Meio luar, para es(a)quecer.
Santas memórias.
Deixa minha mão,
Vai-te aos infernos.
Deixa-me com minha solidão,
E de noite, em memória
Do teu falo ereto,
Agradecerei.
Que as lágrimas caiam silenciosas.
Inocentes, ingenuas de tanto sal.
Desce as escadas do tempo,
Anjo decaído.
Deixa-me. Calada e surda de tantas palavras,
Tantas.
Floresta sem país,
Densa, dolorida.
Antiga, como as próprias memórias:
(Se)mentes.
Intruso.
Vai-te.
12\02\2011
Vai-te aos infernos.
Deixa-me com minha solidão,
E de noite, em memória
Do teu falo ereto,
Agradecerei.
Que as lágrimas caiam silenciosas.
Inocentes, ingenuas de tanto sal.
Desce as escadas do tempo,
Anjo decaído.
Deixa-me. Calada e surda de tantas palavras,
Tantas.
Floresta sem país,
Densa, dolorida.
Antiga, como as próprias memórias:
(Se)mentes.
Intruso.
Vai-te.
12\02\2011
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