Deixa minha mão,
Vai-te aos infernos.
Deixa-me com minha solidão,
E de noite, em memória
Do teu falo ereto,
Agradecerei.
Que as lágrimas caiam silenciosas.
Inocentes, ingenuas de tanto sal.
Desce as escadas do tempo,
Anjo decaído.
Deixa-me. Calada e surda de tantas palavras,
Tantas.
Floresta sem país,
Densa, dolorida.
Antiga, como as próprias memórias:
(Se)mentes.
Intruso.
Vai-te.
12\02\2011
After All
As mesmas mãos cheias de violência,
Faziam com que meus seios parecerem menores,
Nunca antes tanta devoção sexual por essa parte do meu corpo.
Hoje andas por ai, sempre na reserva de vista dos meus olhos.
Fugazmente.
Promessa de sobremesa,
Mulher de palavras inteiras e pela metade.
E tem dias que sou pura saudade da tua risada,
Do teu calor e do teu cheiro.
Tem dias que me dou essa esperança remota de
Te falar. E depois de tudo seguir em paz.
11/06
Faziam com que meus seios parecerem menores,
Nunca antes tanta devoção sexual por essa parte do meu corpo.
Hoje andas por ai, sempre na reserva de vista dos meus olhos.
Fugazmente.
Promessa de sobremesa,
Mulher de palavras inteiras e pela metade.
E tem dias que sou pura saudade da tua risada,
Do teu calor e do teu cheiro.
Tem dias que me dou essa esperança remota de
Te falar. E depois de tudo seguir em paz.
11/06
Prece de espera
Tua boca me fala de todos os segredos do mundo.
Mas eu não quero ouvi-los.
Quero tocá-los enquanto são ditos.
Nada me importa mais
Do que tua presença em carne
A beliscar minha solitária paz.
Tenho teus toques, teus mapas, teus cheiros
Urrando dentro de cada casca,
Cada pedaço de pele.
Que tempo cruel.
Como cruel, são tantas coisas do mundo.
Sou tua miragem,
Perdida em devaneios,
Suplicante.
Calmamente afagada em toscas lembranças.
Foste tu homem de mil livros e outras mil ideias que
Vieste a mim com as mãos abertas,
O peito em polvorosa
E teso.
Foram tuas promessas, que encontraram minhas
Esperanças. E teu corpo pequeno e firme que me acolheu
Com tudo incluso angustias, manias, medos,
Amores, felicidades e desesperos.
Com casa, gato, cama e horários.
E de toda espera, criaremos outros mil mundos,
Com mil segredos, com outros mil livros e
Tantas outras ideias.
E com tantos passos, caminharemos cada qual com seus
Olhos e pés, mas por perto.
Já que não fomos feito para distância.
Mas eu não quero ouvi-los.
Quero tocá-los enquanto são ditos.
Nada me importa mais
Do que tua presença em carne
A beliscar minha solitária paz.
Tenho teus toques, teus mapas, teus cheiros
Urrando dentro de cada casca,
Cada pedaço de pele.
Que tempo cruel.
Como cruel, são tantas coisas do mundo.
Sou tua miragem,
Perdida em devaneios,
Suplicante.
Calmamente afagada em toscas lembranças.
Foste tu homem de mil livros e outras mil ideias que
Vieste a mim com as mãos abertas,
O peito em polvorosa
E teso.
Foram tuas promessas, que encontraram minhas
Esperanças. E teu corpo pequeno e firme que me acolheu
Com tudo incluso angustias, manias, medos,
Amores, felicidades e desesperos.
Com casa, gato, cama e horários.
E de toda espera, criaremos outros mil mundos,
Com mil segredos, com outros mil livros e
Tantas outras ideias.
E com tantos passos, caminharemos cada qual com seus
Olhos e pés, mas por perto.
Já que não fomos feito para distância.
Quando a gente dá para tecer canduras.
Nada. De novo?
Nada de novo?
Começa aqui tragédia cotidiana.
Vem aquela loucura febril,
De ser gente.
De gostar de gente,
De querer sentir o outro.
E a gente dá de tecer canduras.
Alimentando essa fé inabalável
Em outro mundo,
A gente vai lutando.
Pelejando para chegar no outro dia.
Nada de novo?
Começa aqui tragédia cotidiana.
Vem aquela loucura febril,
De ser gente.
De gostar de gente,
De querer sentir o outro.
E a gente dá de tecer canduras.
Alimentando essa fé inabalável
Em outro mundo,
A gente vai lutando.
Pelejando para chegar no outro dia.
A boca se cala em silêncio.
Tão longo quanto parece longa uma vida humana.
Tão longo quanto é o longo os primórdios do tempo.
Besteira menino, não faz joça.
Cola os ouvidos no canto da sala e espera.
Espera lá vem, essa fé inabalável de todos os dias.
E não falha.
Os olhos se fecham numa pintura eterna.
Como eternos são os astros.
E você estrela cadente da memória.
Sempre sozinha.
O corpo se cansa.
Em vão adormece mais uma noite.
Vai menino, pega de uma vez.
Engole, deglute, recebe.
Tão longo quanto parece longa uma vida humana.
Tão longo quanto é o longo os primórdios do tempo.
Besteira menino, não faz joça.
Cola os ouvidos no canto da sala e espera.
Espera lá vem, essa fé inabalável de todos os dias.
E não falha.
Os olhos se fecham numa pintura eterna.
Como eternos são os astros.
E você estrela cadente da memória.
Sempre sozinha.
O corpo se cansa.
Em vão adormece mais uma noite.
Vai menino, pega de uma vez.
Engole, deglute, recebe.
Do outro lado
Dinheiro, carreira, conformidade.
Aqui, utopias, lugares incomuns,
Sentimento de mundo drummondiano.
Ali há dois passos, um bom emprego,
Uma casa grande, um caro bonito...
Sentado bem perto de mim a minha velha companheira
Chama de indignação que esta de mão dadas com o
Impeto de sempre resistir.
Na margem oposta,
Esperam ansiosos, jocosos e
Com ar de vitória,
Aqueles que enchem a boca e dizem:
"Eu já fui jovem um dia."
Caminhando ao meu lado, alguns amigos
Que lutam para não atravessarem a ponte.
Alguns eu já perdi, alguns eu sei que ficarão
Sempre desse lado.
Desse lado, pés, passos, porteiras:
Poentes.
Aqui, se aconchegando em mim
Cada vez que chamo:
Luz para clarear.
Coragem para enfrentar.
E força para não desistir.
Dinheiro, carreira, conformidade.
Aqui, utopias, lugares incomuns,
Sentimento de mundo drummondiano.
Ali há dois passos, um bom emprego,
Uma casa grande, um caro bonito...
Sentado bem perto de mim a minha velha companheira
Chama de indignação que esta de mão dadas com o
Impeto de sempre resistir.
Na margem oposta,
Esperam ansiosos, jocosos e
Com ar de vitória,
Aqueles que enchem a boca e dizem:
"Eu já fui jovem um dia."
Caminhando ao meu lado, alguns amigos
Que lutam para não atravessarem a ponte.
Alguns eu já perdi, alguns eu sei que ficarão
Sempre desse lado.
Desse lado, pés, passos, porteiras:
Poentes.
Aqui, se aconchegando em mim
Cada vez que chamo:
Luz para clarear.
Coragem para enfrentar.
E força para não desistir.
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