Não me convide despretensiosamente para te ver na meia luz
Dos seus dias cálidos e tristes.
Fora um pouco empírico,
Um pouco racional,
Metade de um copo, cheio de água
É meu, a outra não respondo.
Não me pergunte, pessoa,
Se pode deitar-se em minha cama,
Síntese poderosa.
Vamos lá, não seja de sínteses (sintético).
Ainda te conto, onde é que está a memória.
Te faço convites e o mundo me responde, sabendo que
Tua boca me desmente em mim.
Você não obriga um gato a ficar no seu colo
Oberva-me ali, você de pele a mostra e olhos... ah os olhos são os olhos.
Boca a deriva, deixada aqui ao alcance das palavras
Saborosas aos ouvidos,
Encabuladas no caminho que vão por dentro.
Reflito-me, refugiada de guerras e com delicias a mão,
Vaidosa do tempo em que me encontro,
Ouço-te,
Toda ouvido e sensações abissais,
E quando cala, gosto de te observar me observando.
Boca a deriva, deixada aqui ao alcance das palavras
Saborosas aos ouvidos,
Encabuladas no caminho que vão por dentro.
Reflito-me, refugiada de guerras e com delicias a mão,
Vaidosa do tempo em que me encontro,
Ouço-te,
Toda ouvido e sensações abissais,
E quando cala, gosto de te observar me observando.
Em cruz ilhada
E se todos as imagens fossem mais que
Nova poeira no horizonte, você poderia
Crer no que te digo agora? Nua, de olhos e boca entreabertos,
Ruidosa. Vaidade pura escorrendo como o tempo:
Ultimato. Você vem? Assim, sem que eu diga nada? Vem ser meu
Zênite? O ponto alto da minha estrada? Vem me
Insultar, me dizer bobagens, pura astúcia
Liquida mesmo, me transformando em transpirações
Habituais do seu desejo?
Ah, cale-se, mude-se, vai-se com o diabo, ou seduz-me
Derrotada em seus poros, pelos e gozo. E se resisto
Agarra-me, obriga-me, faz-me dócil e adormece comigo.
Nova poeira no horizonte, você poderia
Crer no que te digo agora? Nua, de olhos e boca entreabertos,
Ruidosa. Vaidade pura escorrendo como o tempo:
Ultimato. Você vem? Assim, sem que eu diga nada? Vem ser meu
Zênite? O ponto alto da minha estrada? Vem me
Insultar, me dizer bobagens, pura astúcia
Liquida mesmo, me transformando em transpirações
Habituais do seu desejo?
Ah, cale-se, mude-se, vai-se com o diabo, ou seduz-me
Derrotada em seus poros, pelos e gozo. E se resisto
Agarra-me, obriga-me, faz-me dócil e adormece comigo.
Dez Milhões
Claro. Se me olho no espelho por cada passo?
Os tenho por toda casa!
E nunca deixo de usá-los para
Medir o tamanho dos passos e dos
Precipicios.
Negro. Nego. Não sou de amores vãos.
Mas, não espero que o tempo passe para
Descobrir que os relógios nos mudam
Por fora e por dentro.
Penumbra. Não sou das margens em mim.
Gosto das minhas correntezas.
Do olho do furacão.
E do eterno desfazer-me.
Digo pois, sem promessas pequenas.
Sem promessas grandes.
Quando abro a porta. Não trouxe nem a chave para trancar
Você para dentro e nem para fora.
Os tenho por toda casa!
E nunca deixo de usá-los para
Medir o tamanho dos passos e dos
Precipicios.
Negro. Nego. Não sou de amores vãos.
Mas, não espero que o tempo passe para
Descobrir que os relógios nos mudam
Por fora e por dentro.
Penumbra. Não sou das margens em mim.
Gosto das minhas correntezas.
Do olho do furacão.
E do eterno desfazer-me.
Digo pois, sem promessas pequenas.
Sem promessas grandes.
Quando abro a porta. Não trouxe nem a chave para trancar
Você para dentro e nem para fora.
Nascer do Sol
Pelo precipício da alvorada,
Visto de um espelho quebrado,
Há uma mão sobre minha pele.
Que mesmo não conhecendo as sensações
Viaja sem medo e pudor sobre mim.
Eu?
Viajo de volta.
Visto de um espelho quebrado,
Há uma mão sobre minha pele.
Que mesmo não conhecendo as sensações
Viaja sem medo e pudor sobre mim.
Eu?
Viajo de volta.
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